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Governo negocia opções a reajuste de pedágio em estradas federais

O governo federal está negociando em comum acordo com as concessionárias de rodovias federais alternativas para evitar o reajuste das tarifas de pedágio neste ano, sem comprometer a saúde econômico-financeira das empresas, disse nesta quarta-feira o ministro dos Transportes, César Borges.A negociação ocorre após os sindicatos dos caminhoneiros terem promovido diversas manifestações pelo país cobrando redução dos preços de pedágios. Segundo o ministro, as próprias concessionárias admitem que não há clima para aplicação de reajuste agora.”Todos estão interessados em estudar, realinhar os contratos, mantendo o equilíbrio econômico e financeiro, mas olhando formas para que se possa conviver sem um aumento momentâneo do pedágio”, disse Borges a jornalistas.

Uma das alternativas poderia ser o alongamento dos prazos para conclusão de obras pelas concessionárias, disse o ministro.

No mês passado, o ministério já havia informado que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estava negociando com as concessionárias de rodovias federais para, pelo menos no curto prazo, suspender os reajustes.

Em junho, o governo paulista suspendeu o reajuste dos pedágios de rodovias de São Paulo neste ano, após também ter revogado o aumento nas tarifas do metrô e do trem metropolitano, em meio aos protestos que se espalharam pelo país.

Fonte.: Reuters

Burocracia emperra obras para desafogar trânsito na BR-116

Licenças ambientais que demoram a ser emitidas, contestações judiciais movidas por empresas insatisfeitas com licitações e burocracia: essas são algumas das justificativas para o atraso de obras que poderiam desafogar o trânsito na BR-116, entre Porto Alegre e o Vale do Sinos.
De nove promessas apontadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) desde 2007 como opções para melhorar o fluxo no trecho mais movimentado do Estado, três estão atrasadas e uma nem sequer saiu do papel. A demora pode chegar a seis anos. E mesmo o que já foi feito não trouxe muito alento aos 130 mil motoristas que usam a rodovia diariamente e enfrentam congestionamentos cada vez maiores.
— O usuário de carro ou de ônibus é o que mais sofre com os investimentos atrasados na rodovia. O problema do ônibus é a pouca rotatividade e o longo tempo para se chegar ao destino. Isso afugenta os passageiros, que preferem o trensurb, um meio mais rápido de locomoção. Eu dobraria o número de vagões da Trensurb. Isso tiraria muitos carros da rodovia — sugere Luis Antonio Lindau, doutor em Transportes Urbanos e professor da Faculdade de Engenharia da UFRGS.
Uma das obras atrasadas está em Sapucaia do Sul. A construção do viaduto de acesso ao Centro vem provocando filas quilométricas nos dois sentidos desde dezembro, quando os trabalhos tiveram início.
Demora de seis anos em viaduto
Motoristas perdem até 30 minutos para percorrer um trecho de 1,6 quilômetro, porque o afunilamento de cinco faixas para duas deixa o trânsito lento. Orçada em R$ 33,1 milhões, a construção do viaduto foi anunciada em 2007, com previsão de conclusão para 2009, mas só teve início em 2012. O novo cronograma prevê a inauguração para 2015.
Nem a principal aposta para destravar a rodovia, a construção da Rodovia do Parque (a BR-448), escapou de entraves burocráticos. Deveria estar em uso desde dezembro de 2011. Agora, o Dnit garante a entrega para dezembro — dois anos depois do prazo inicial. Professor de Transportes e Rodovias da UFRGS, João Fortini Albano afirma que ela pode absorver 40% da frota da BR-116.
— Esses atrasos são ruins, pois o Estado perde a cada dia muito dinheiro com os congestionamentos. De 130 milveículos que trafegam pela BR-116,restarão 85 mil depois de pronta a Rodovia do Parque. Claro que o Dnit ainda precisa resolver outros nós, como a construção de ruas laterais ininterruptas entre Esteio e Estância Velha, por exemplo. Mas a BR-448 já representaria um trânsito menos sufocante — avalia o doutor em Transportes.
Um dos projetos mais polêmicos gira em torno da Rodovia Inteligente, um pacote de obras sugerido em 2010 pelo ex-superintendente do Dnit, Vladimir Casa. Se colocado em prática, traria maior segurança aos motoristas e um controle maior da Polícia Rodoviária Federal, principalmente na questão do excesso de velocidade.
— Deveria ter sido implantado em 2011, mas não saiu do papel até agora. Deve começar a existir no ano que vem — garante Pedro Luzardo, superintendente do Dnit no Estado.
Não há verba prevista para o projeto.

Fonte: SetCergs

Bloqueios em rodovias causam prejuízos para a economia do RS

Até o início da noite desta quarta, oito rodovias continuavam fechadas.
Porto de Rio Grande, no Sul do RS, não consegue embarcar produtos.

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Pelo menos oito rodovias do Rio Grande do Sul continuam bloqueadas nesta quarta-feira (3). Motoristas de caminhão aderiram ao movimento nacional e fecham as estradas desde a segunda-feira (1). O porto de Rio Grande, na Região Sul, já começa a ficar sem mercadoria para embarcar.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a BR-392 nos quilômetros 62 e 66,3, em Pelotas, no Sul, e no quilômetro 291, em São Sepé, na Região Central, estão bloqueadas. Veículos de passeio, ambulâncias e bicicletas são liberados para passar no local pelos próprios manifestantes.Também em Pelotas, a BR-116, no quilômetro 529, e na BR-158, no quilômetro 268, estão totalmente fechadas.
Outros dois municípios registram protestos. Tupanciretã, na rodovia estadual ERS-392, está parcialmente fechada no quilômetro 19, de acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar. Em Santa Rosa, a PRF indica manifestação com bloqueio parcial na BR-472, no quilômetro 165.

Com paralisação, empresas contabilizam prejuízos
Uma das rodovias fechadas até o fim da tarde desta quarta era a ERS-155, em Santo Augusto, no Noroeste do estado. Pelo menos 100 caminhões aguardavam a liberação da pista desde as 8. Entre as principais reivindicações estava a falta de manutenção na rodovia que liga o município a cidade de Ijuí.
Dos veículos parados na rodovia, 10 caminhões que transportam leite estavam no local. “Estão correndo o risco de perder essa carga de leite, e os freteiros vão ter que pagar para o produtor”, explica Cesar Augusto Tonetto de Moura, funcionário de uma transportadora do produto.
Uma cooperativa em Teutônia, no Vale do Taquari, calcula prejuízo de R$100 mil por dia com a paralisação dos caminhoneiros. Com o bloqueio, 280 mil litros de leite in natura que deveriam ser enviados para uma indústria de Palmeira das Missões, na Região Noroeste, não puderam ser entregues. A coperativa também não está recebendo milho que vem do Norte do país. “Estamos inclusive pensando na possibilidade de reduzir os abates de frango e os abates de suínos em vista dessa dificuldade toda”, explica o presidente da cooperativa, Dirceu Bayer.

Bloqueio impede carga de embarcar no porto de Rio Grande
A BR-392 é a única rodovia que dá acesso ao porto de Rio Grande. Por causa dos protestos, a movimentação de veículos diminuiu 85%, segundo a Polícia Rodoviária Federal, principalmente no que diz respeito aos caminhões transportando cargas para exportação.
No terminal de grãos, o pátio estava vazio nesta tarde. Por dia, 1,5 mil caminhões descarregam soja. Nesta quarta, foram registrados apenas 12. No terminal de contêineres, a operação já é 70% menor. “Se a partir de amanhã perdurar a greve, começamos a contabilizar prejuízos para a semana que vem, logicamente por causa dos navios paradas, à espera dos produtos”, explica o superintendente do porto Dirceu Lopes.

Projeto que altera Lei do Descanso de motoristas é aprovado
Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que altera a Lei do Descanso para os caminhoneiros. Entre as mudanças, a pausa durante a jornada de trabalho passa de 4h para 6h. A matéria segue agora para análise nas comissões da Casa.

Fonte: G1

Tecnologia contra o roubo de carga

O crescimento da indústria do roubo de cargas tornou o setor de rastreamento e monitoramento um dos mais competitivos do transporte rodoviário e levou as empresas a adotarem o sistema e preparar os motoristas para esta tecnologia. Continue lendo…

ANTT disponibiliza ferramenta com informações sobre rodovias

A ANTT passou a disponibilizar em sua página na internet um mapeamento detalhado de todas as rodovias federais concedidas. Continue lendo…

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