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Pesquisa avalia transportes terrestres em todo o Brasil

Usuários apontam atributos mais necessários nas rodovias e ferrovias brasileiras.

Em pesquisa realizada entre março e junho deste ano, foram respondidos 89 mil questionários com itens relacionados aos serviços sob competência da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), como transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros (regular, semiurbano e fretado), ferroviário de passageiros (regular e turístico) e de cargas, exploração de rodovias federais pela iniciativa privada.

A Pesquisa de Satisfação dos Usuários é um importante instrumento de participação social e de promoção da melhoria da qualidade dos serviços prestados. Por meio dela será possível, por exemplo, identificar situações que merecem estudo mais aprofundado para a criação ou revisão de normas, bem como o aprimoramento das análises de impacto regulatório e dos critérios de priorização de projetos na Agenda Regulatória da ANTT.

Em relação ao transporte rodoviário de passageiros, os atributos considerados mais importantes no setor interestadual e internacional foram conforto, higiene e segurança. No serviço semiurbano, os mais mencionados foram conforto, segurança e pontualidade.

Usuários das rodovias federais concedidas indicaram, como mais importantes, os atributos relacionados à pista, à segurança e à sinalização. No caso do transporte ferroviário de passageiros, as questões consideradas mais relevantes foram as mesmas apontadas pelos usuários do transporte rodoviário: conforto, higiene e segurança. Já em relação às cargas transportadas pelas ferrovias, os aspectos operacionais dos serviços foram declarados como os mais relevantes pelos respondentes.

Pesquisa

A pesquisa foi aplicada pelo Instituto Análise em todo o território nacional para conhecer as opiniões e expectativas dos usuários a fim de aprimorar o planejamento das ações regulatórias e fiscalizatórias da Agência. Os resultados foram, então, consolidados pela ANTT este mês.

Transporte rodoviário de passageiros – Corresponde ao modal que representa a maior amostra da pesquisa de satisfação, com mais de 74 mil questionários aplicados. Ao todo, 212 empresas foram avaliadas, com entrevistas em 863 linhas.

Rodovias federais concedidas – As entrevistas com os usuários de rodovias federais concedidas foram realizadas pessoalmente com 7.184 condutores de veículos leves e 4.763 condutores de veículos pesados. Ao todo, foram avaliados 49 trechos de 14 concessionárias.

Fonte:  SETCERGS

Comissão aprova proibição de cobrança de pedágio em rodovias inacabadas

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1774/11, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que proíbe a cobrança de pedágio em rodovias que ainda estejam em obras.

Pelo texto, a cobrança de pedágio somente poderá ter início após a conclusão de obras que estiverem em andamento.

A proposta foi aprovada na forma de substitutivo do relator, deputado Diego Andrade (PSD-MG), que incluiu no texto do projeto original a ressalva de que as obras ocasionais e emergenciais, destinadas à manutenção de trechos das rodovias, não estão na proibição da cobrança de pedágio.

Além disso, também foram excetuadas as obras de manutenção ou conservação habitual, desde que tenham data de início e conclusão programadas pelas empresas responsáveis por sua execução.

Segurança para trafegar

Para o deputado Diego Andrade, o pagamento de pedágio em rodovias somente se justifica quando os usuários têm à disposição boas condições de infraestrutura e segurança para trafegar. “A ideia é que se pague o pedágio só quando o trecho ficar pronto. Na realidade, o projeto não prevê que toda a rodovia deva ficar pronta [para que se possa realizar a cobrança], mas só pode cobrar pedágio do trecho que ficar pronto. Não podemos permitir que o cidadão pague pedágio por um trecho de rodovia inacabado. Não é justo com o cidadão. Ele se sente lesado.”

Diego Andrade comentou também sobre a necessidade de ampliação de Parcerias Público-Privadas (PPP), que possam manter as principais rodovias do País. “A maior parte das concessionárias conseguem, em parceria, manter as rodovias em melhores condições de uso. O que a gente precisa é manter um custo baixo para os pedágios – respeitando o cidadão -, e cobrar pedágio somente quando a obra estiver acabada.”

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: SETCESP

Transportadoras não identificam economia de combustível significativa em veículos Euro 5

Pesquisa da NTC&Logística envolvendo 113 companhias aponta que economia média não passa de 1,35%

Uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística envolvendo 113 empresas de transporte de cargas apontou que praticamente não houve economia de combustível após dois anos e meio da introdução da norma Proconve 7 no Brasil.

Das participantes do estudo, 62 empresas (54,9%) responderam que não houve economia de combustível nos novos veículos Euro 5. Outras 25 (22,1%) vislumbram redução de consumo entre 0,1% e 2,5%, enquanto 19 (16,8%) citam economia entre 2,6% e 5%. Apenas cinco companhias (4,4%) constataram economia entre 5,1% e 7,5% e somente duas (1,8%) tiveram redução de 7,6% a 10%. Com isso, a economia média não passa de 1,35%.

Acredita-se que o resultado pode estar sendo influenciado pelas dificuldades das empresas em controlar seus custos ou mesmo pelo temor de que a redução possa motivar o pedido de desconto nos fretes pelos embarcadores.

Segundo 109 empresas (96,5%), a economia obtida não foi suficiente para compensar os aumentos de preços de caminhões, óleo diesel com menor teor de enxofre, além da introdução do Arla 32. Além disso, 72 empresas (67,3%) tiveram de absorver totalmente este ônus. Outras 34 (30,1%) absorveram parcialmente os aumentos e apenas sete (6,2%) conseguiram repassar o custo ao mercado.

O alto preço do Arla 32 foi um grande problema inicial e que persiste até hoje. 75 empresas (66,4%) informaram que o preço do Arla era muito alto. Outras 33 (29,2%) disseram que era alto. Apenas cinco (4,4%) encontraram Arla a preço normal ou baixo.

Hoje, 28 empresas (24,8%) consideram o preço do Arla muito alto, 55 (48,7%), alto, enquanto 28 (24,7%) dizem que é normal e duas (1,8%) consideram baixo.

Em 98 empresas (78,8%) os motoristas não passaram por treinamento antes de operar o caminhão Euro 5. Por isso, houve algum tipo de rejeição à nova tecnologia em 34 empresas (30%).

Ainda de acordo com a pesquisa, 70 empresas (61,9%) não receberam nenhum tipo de treinamento das montadoras, distribuidoras de combustível ou de Arla sobre a Euro 5. 52 empresas (46,0%) conseguiram operar os veículos Euro 5 com normalidade em até três meses. Outras 27 (23,9%) levaram até seis meses, enquanto 18 (15,9%) precisaram de até um ano, 15 (13,3%) de um a dois anos e 1 (0,9%) levou mais de dois anos.

Quanto à introdução do Euro 6, 47 empresas (41,6%) acham que isso pode ser feito nos próximos três anos; 33 (29,2%) em até seis anos; 18 (15,9%) em mais de seis anos e 15 (13,3%) que não deveria ser introduzido. 61 empresas (54%) consideram que a introdução do Euro 6 terá as mesmas dificuldades do Euro 5. Outras 33 (29,2%) acham que as dificuldades serão menores e apenas 19 (16,8%) que as dificuldades serão maiores.

Fonte: Transporta Brasil

Sancionada lei que eleva percentual de biodiesel e etanol em combustíveis

Além disso, o biodiesel usado na adição obrigatória deve vir, preferencialmente, da agricultura familiar.

O percentual de biocombustíveis misturado ao diesel e à gasolina vai aumentar. A presidente Dilma Rousseff sancionou, nessa quarta-feira (24), a Lei 13.033, que determina a adição de 7% de biodiesel ao diesel, a partir de 1º de novembro, e permite ao Poder Executivo elevar a 27,5% o percentual de etanol à gasolina.

No caso do diesel, o percentual de biodiesel já havia sido elevado de 5% para 6% pelo texto original da Medida Provisória 647, que foi transformada na Lei 13.033. O percentual anterior de etanol na gasolina era de 25%.

A Lei 13.033 estabelece também que o biodiesel usado na adição obrigatória deve vir, preferencialmente, da agricultura familiar. O governo deverá editar normas para garantir essa prioridade.

Ao anunciar a MP, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que, com a ampliação do uso do biodiesel, o Brasil vai deixar de importar 1,2 bilhão de litros de óleo diesel ao ano. Cerca de 70% do biodiesel produzido no país vem da soja e 20% do sebo bovino. O restante é originado do óleo do algodão e de outras matérias-primas.

Com informações da Agência Senado

Fonte: CNT

Projeto ANTT 3.0 vai auxiliar motoristas

Os usuários de transportes terrestres vão poder contribuir e receber informações em tempo real durante o percurso de viagem, como a identificação do fluxo de veículos e dos serviços oferecidos durante o seu trajeto. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) concebeu o Projeto ANTT 3.0, que tem como objetivo adaptar a Agência aos novos hábitos digitais da sociedade. Em fase de contratação para o desenvolvimento de ferramentas de colaboração em massa e inteligência coletiva, a implementação está prevista para o final de 2014.

A primeira plataforma do projeto consiste em um aplicativo digital (app) que vai contar com a participação dos cidadãos a qualquer momento e em qualquer lugar. Os usuários das rodovias federais concedidas poderão colaborar com informações em tempo real durante o percurso, como a identificação do fluxo de veículos e dos serviços oferecidos durante o seu trajeto. Já os usuários de transporte de passageiro interestadual e internacional vão poder estimar tempo de viagem, reportar irregularidades e dar sugestões. Por meio da ferramenta, os cidadãos poderão abrir requerimentos formais na Ouvidoria.

A ideia é melhorar a qualidade do serviço público prestado pela ANTT e pelas suas permissionárias e concessionárias, bem como aproximar o usuário da Agência e, dessa forma, gerar relacionamento contínuo e compartilhamento de informações que vão contribuir para soluções dos desafios. Será um canal direto de comunicação com o usuário e entre usuários.

Entre as funcionalidades, será possível, por exemplo, avaliar a qualidade do serviço de transporte terrestre de todos os modais; analisar bens utilizados, como frota, pavimento e pontos de paradas; reportar irregularidades e serviços em desconformidade; encaminhar sugestões e informações para a equipe de fiscalização. Todos esses avisos serão monitorados nos centros de controle operacional da agência e confrontados, com a ajuda de um sistema de inteligência, com as informações provenientes das equipes de fiscalização da ANTT e das concessionárias.

A ferramenta também vai englobar todos os instrumentos digitais oferecidos pelas empresas. Nessa linha, as concessionárias têm desenvolvido iniciativas online para orientar a população no caminho de seus trajetos nas rodovias federais.

“Com as plataformas colaborativas, os usuários poderão planejar sua viagem e, assim, calcular o tempo do trajeto, evitar trânsito, saber as obras que estão em andamento em cada rodovia, clima, pontos de conveniência para alimentação, entre outras funcionalidades. A ANTT tem incentivado as concessionárias a desenvolverem seus aplicativos e oferecerem essa facilidade aos usuários”, destaca Luis Alberto Agra, chefe da Assessoria de Comunicação da ANTT.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

 

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