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Estado tem as tarifas mais altas das estradas federais

Três das quatro mais caras estão no Rio Grande do Sul

De todas as rodovias federais pedagiadas no Brasil, a do Polo de Pelotas na BR-116, no trecho Pelotas e Camaquã, tem a tarifa quilométrica para automóveis mais cara do Brasil. “O valor de 14,59 centavos significa 7,7 vezes maior que a mais baixa da mesma rodovia, a BR- 116 na divisa entre os estados de Minas Gerais e a Bahia, no entroncamento da BR – 324. que são 1,9 centavos o quilômetro” denuncia o ex-ministro dos Transportes, Cloraldino Severo.

A segunda rodovia deste ranking negativo é a rodovia BR- 040, entre Rio de Janeiro-Juiz de Fora, com a tarifa de 13,3 centavos.

Segundo o ex-ministro é também do Polo de Pelotas a terceira mais cara. Está localizada na BR- 392, entre Pelotas-Rio Grande, com a tarifa quilométrica de 12,2 centavos. Ou seja,  6,4 vezes maior que a menor tarifa.

A quarta mais cara também é gaúcha e está na BR- 290 (Free Way) no trecho Osório-Porto Alegre-Eldorado, com a tarifa de 10,58 centavos, pouco superior às cobradas na Ponte Rio-Niterói e da Rodovia Presidente Dutra, entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

Para Cloraldino Severo o que merece especial reflexão dos gaúchos é que a tarifa da BR -392, trecho Pelotas – Santana da Boa Vista que tem um valor quilométrico de 7,01 centavos. “É maior que oito rodovias federais, e a da BR- 116, Pelotas a Jaguarão é mais elevadas que sete outras da União – observou Cloraldino Severo.

Sobre os efeitos negativos para o Rio Grande do Sul, o consultor de transportes ressalta que essas quatro rodovias federais cercam o Porto de Rio Grande de pedágio, reduzindo a sua capacidade competitiva e também da produção gaúcha.

De acordo com o ex- ministro dos Transportes as tarifas praticadas no Polo Pelotas, em função do chamado Termo Aditivo Nº 1, segundo ele, totalmente ilegal e abusivo, discrimina o Estado do Rio Grande do Sul impondo-lhe pesado ônus econômico e social.  Todavia, informa que o contrato prevê que o Governo Federal tem todas as condições para corrigir esta situação.

– Está mais que na hora do Governo Federal resolver esta situação – conclama Cloraldino Severo.

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Fonte: SETCERGS