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Pesquisa revela a precariedade das rodovias brasileiras

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Sem dúvidas, os caminhoneiros e os transportadores de cargas são os profissionais que mais entendem da situação atual das rodovias brasileiras. Contudo, quanto mais adquirirmos conhecimento das características das rodovias que iremos percorrer, mais diminuímos as chances de acidentes ou de surgirem surpresas desagradáveis durante o percurso.

Dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelaram que a situação é muito preocupante. 58,2% (60.165 km) das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de problema e são avaliadas em regular, ruim e péssima.

A má notícia é que no mesmo período no ano anterior a situação era um pouco melhor, com 57% das rodovias apresentando algum tipo de problema, o que prova o pouco interesse do governo em investimentos nessa área. Foi revelado que 6.847 km encontram-se em péssimo estado de conservação, e estes números são os mesmos da pesquisa anterior, porém aumentaram o número de rodovias consideradas ruins, passando de 16,1% para 17,3%. Os trechos considerados com bom ou ótimo estado totalizam 41,8%, com 31.158 km considerados bons e 11.936 km avaliados como ótimos.

“A má qualidade das rodovias é reflexo de um histórico de baixos investimentos no setor. Em 2015, o investimento federal em infraestrutura de transporte em todos os modais foi de apenas 0,19% do PIB”, aponta Bruno Batista, diretor executivo da CNT. Batista também relatou que houve uma piora considerável nas rodovias estaduais, fato que pode ser explicado pela grande crise que praticamente todos os governos dos estados vêm passando financeiramente.

Custos

O diretor executivo da CNT citou também que caso as rodovias viessem a receber investimento pesado em melhorias, teríamos em torno de R$ 2,34 bilhões de economia com gastos em diesel, equivalente  a 775 milhões de litros do combustível.

Quase 60% das cargas transportadas no país são feitas por caminhões, que utilizam o óleo diesel como combustível.

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